Melasma é uma das queixas estéticas mais comuns entre mulheres brasileiras — e uma das mais mal compreendidas. Com tanto mito circulando sobre o que pode ou não pode ser feito, muitas pessoas acabam evitando procedimentos que seriam seguros e benéficos, ou fazendo procedimentos que pioram o quadro. Vamos esclarecer os pontos principais.
O que é o melasma?
Melasma é uma hiperpigmentação crônica causada pela produção excessiva de melanina em certas áreas da pele — geralmente no rosto, em regiões como bochechas, testa, lábio superior e queixo. Fatores como exposição solar, variações hormonais (incluindo uso de anticoncepcionais e gravidez) e predisposição genética contribuem para o seu aparecimento e intensificação.
É importante entender que o melasma não tem cura definitiva — mas tem controle. Com os cuidados certos, é possível reduzir significativamente a visibilidade das manchas e evitar que elas se agravem.
Posso fazer limpeza de pele tendo melasma?
Sim — com adaptações. A limpeza de pele em si não é contraindicada para quem tem melasma. O que precisa ser ajustado é a técnica. Procedimentos que geram calor excessivo na pele, fricção intensa ou irritação prolongada podem estimular os melanócitos e escurecer as manchas.
Uma limpeza de pele adaptada para pele com melasma evita: vapor em excesso, esfoliações abrasivas, extrações muito agressivas e uso de ativos que irritem. Em contrapartida, ela inclui: higienização suave, hidratação com ativos antioxidantes e protetor solar ao final.
O que é contraindicado para pele com melasma?
- Peelings de média e alta profundidade sem indicação dermatológica — podem agravar a hiperpigmentação;
- Lasers e luz intensa pulsada em peles com fototipos mais escuros sem avaliação prévia;
- Exposição solar sem proteção — o principal gatilho do melasma;
- Automedicação com clareadores agressivos (hidroquinona em alta concentração sem acompanhamento).
O que ajuda no controle do melasma?
Além do protetor solar (FPS 50 ou mais, reaplicado ao longo do dia — sem exceções), alguns ativos cosméticos são bem estudados no controle do melasma:
- Vitamina C estabilizada — antioxidante que inibe a enzima tirosinase, responsável pela produção de melanina;
- Niacinamida — reduz a transferência de melanina para a superfície da pele;
- Ácido tranexâmico — um dos mais promissores no controle do melasma por atuar diretamente na cascata de pigmentação;
- Retinol — estimula a renovação celular, diluindo gradualmente as manchas superficiais.
A combinação certa depende do tipo de pele e da intensidade do melasma — por isso a avaliação profissional é fundamental.
Mitos que você pode ignorar
"Quem tem melasma não pode fazer nada na pele." Falso. Pode e deve — com protocolo adequado.
"Melasma some depois da menopausa." Pode melhorar, mas não necessariamente desaparece.
"Clareador forte resolve mais rápido." Errado. Ativos irritantes podem piorar o quadro ao inflamar a pele e estimular mais pigmentação.
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